Quadrado Textil

Quadrado Textil
Lenço (latin linteum, -i, pano de linho) s.m. Peça de roupa, que consiste num pedaço de tecido, quadrado, com que se abriga o pescoço ou a cabeça.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Voo para Bruxelas

 

Há algum tempo que não teclava com Maria, minha virtual amiga de outra história.

Pelo que sei tem estado muito atarefada no seu trabalho. Sai frequentemente do país. Faz parte da sua profissão. Procurei-a online hoje porque tenho voo marcado para Bruxelas e sei que é o destino frequente no ofício de Maria.

É uma sensação invulgar saber que existe sem nunca ter falado pessoalmente. A minha curiosidade é imensa. E a minha vontade maior. Pelo mistério, pela sua sensualidade, mas, principalmente, pela sua simpatia e gentileza.

Aconteceu, sem planear, a necessidade de ir a Bruxelas. Uma formação, que nem sequer fazia parte do planeamento anual, mas que me indicaram para presenciar. 

Lembrei-me logo de Maria. 

Ansioso por lhe contar e com uma longínqua esperança de uma oportuna coincidência.

Tentei falar com ela, à noite, mas não tive sorte. Não estava online e era a única forma que tínhamos de comunicar.

Após ler algumas notícias, prestes a desligar, um som indica a presença de mensagem.

 

- Olá, que fazes aqui tão tarde? - Perguntou logo de início.

- Olá. Que bom que te encontro. - Devolvi animado.

- Então? O que se passa? - Curiosa por perceber a minha reacção.

- Uma novidade e uma questão.

- Conta-me tudo. - Ainda mais curiosa.

- Tenho um voo para Bruxelas no próximo domingo.

- Sério? A que pretexto? Vais de férias?

- Nada disso. Formação extraordinária.

- Isso é bom.

- Foi imprevista. E tu? - Inquiri de seguida.

- Eu?! Como assim?

- Sim tu. Tens trabalho em Bruxelas nessa altura?

- Até tenho.

- E quando vais? - Insisti quase intrusivo.

- Domingo também. - Respondeu hesitante.

- Que maravilha. O meu voo é TP644 às 14:20. E o teu? - Novamente inquiri demasiado direto.

- Vou ver. - Levando bastante tempo até ter resposta.

- Já sabes? - Com dificuldade em esconder a ansiedade.

- Já sei. - Brevemente respondeu.

- Então? A que horas?

- ...o mesmo! - Após nova espera.

 

Apercebi-me que causara algum constrangimento. O facto é que ainda não nos conhecemos ao vivo, nem nunca nos vimos em videochamada, nem temos contactos para além do email e arrisquei deixá-la desconfortável com esta possível aproximação súbita, ao partilharmos o mesmo voo.

 

- Perdoa-me se fui demasiado intrusivo. - Não querendo provocar mais estragos.

- Não há mal. Apenas não estava à espera.

- Não te preocupes. Se não nos encontrarmos não fico desiludido.

- Obrigada.

- Posso partilhar algo que me passou pela cabeça?

- Claro.

- Algo do género: se a dado momento quiseres que te possa identificar sabes que fazer. 

- Um lenço. - Rapidamente percebeu a sugestão.

- Assim viajas incógnita se preferires.

- Pode ser. Mas se decidir não te digo se uso. - Provocadora deixou no ar.

- É justo.  Perverso, muito perverso, mas justo. - E deixou-me, de imediato, com borboletas na barriga.

- Logo se vê o que acontece. - Insiste em provocar

- Já fiquei curioso.

- Eu sei.

 

Não faltavam muitos dias para o voo. Era no final desta semana. E, entretanto, não nos encontramos virtualmente.

 

Chego a domingo e levanto-me da cama, após uma noite intermitente, num rodopio de questões e ansiedade: 

Se Maria, de facto, viria de lenço? 

Se, mesmo assim, a conseguia identificar? 

Se, durante esse voo, com cerca de 200 pessoas e estimadas 100 mulheres, ficaria o meu radar ligado verificando cada uma delas?

Se nos encontrássemos o que sucederia em seguida?

 

Depois de almoçar e de arrumar o trólei, era hora de ir para o aeroporto.

À entrada não consigo deixar de pensar onde e como estará Maria.

 

Não sei se era da atenção, mas aparentava que hoje havia um maior número de mulheres a usar provocadores lenços. Tentar detetar discretamente não era nada fácil. Tentar desligar ainda mais complicado.

Até à sala de embarque, passaram alguns lenços no pescoço e, em menor número, em fita no cabelo, atados na mala, na cabeça, à pirata ou em triangulo à camponesa. Vários foram identificados, mas nunca a portadora.

Agora sentado e só com as passageiras deste voo, no meu radar, o mistério era mais limitado, ainda assim, não era nada fácil. Tento excluir quem não corresponderia à imaginária imagem que tenho de Maria e faixa etária. Só consigo eliminar as adolescentes e as idosas. Mais tarde reparo que é possível eliminar as que identifico serem estrangeiras.

Já reduzi o número a duas. O meu problema é como saber caso, efetivamente, não se importe de me encontrar ao vivo.

Sempre consegui observar com total discrição mas, mesmo assim, tenho todos os cuidados em faze-lo sem provocar nenhum constrangimento. 

Sem ter sucesso na resolução deste perverso mistério entro no avião.

Sentado a apertar o cinto reparo que, quatro filas à frente, está a ser colocado um trólei de viagem no compartimento superior, escapando uma ponta azul de um lenço atado na pega. Só podia ser Maria, mas a incerteza impede-me de perguntar para não causar algum desconforto a uma pessoa que pode ser totalmente estanha.

Não consigo desviar a atenção. Momentaneamente virou-se, sem que eu perceba se fora descoberto.

Após se apagar o indicador dos cintos não consegui resistir a me dirigir à frente do avião para, ao voltar, passar subtilmente por perto. 

Tentei, o mais discretamente possível, olhar incógnito, mas, com um olhar pelo canto do olho e um ténue sorriso fui detetado sem esforço.

 

À saída do avião, ainda no corredor da manga, agora com o lenço casualmente atado no pescoço, permitia-me certificar que era mesmo ela. 

 

- Olá. - Cumprimentei algo atrapalhado.

- Olá - Respondeu sem hesitar.

- Finalmente. - Ainda com falta de palavras para esta invulgar situação.

- Gostas? - Passando os dedos pela ponta do lenço.

- Muito. Gosto muito. De tudo - Completamente derretido com a charmosa provocação.

- Tudo mesmo? - Procurando confirmação

- De tudo mesmo. - Direto, mas sem quer dar graxa.

- Obrigada. - De aberto sorriso. Deixando-me mais à-vontade.

- Em que zona é o teu hotel?

- Não é longe do centro. E o teu?

- Creio ser por aí.

 

Após verificarmos que os hotéis não eram longe um do outro, entendemos partilhar um UBER. O motorista era de longe, permitindo-nos falar sem reservas.

Em pouco tempo a hesitação inicial dissipava-se e sentia que havia alguma química, transportada das nossas conversas online. A gentil presença de Maria rapidamente facilitava o desbloqueamento das reservas iniciais.

 

- Como me detetaste? Fui demasiado óbvio? - Ligeiramente preocupado com o atrevimento.

- Podes ficar descansado que se eu não soubesse nunca te teria detetado. 

- E eu nunca me teria levantado. Ainda bem que não te assustei.

- Nada. Pareces simpático.

- Obrigado. Espero não desiludir.

- Então gostaste mesmo do lenço que trago? Escolhi bem?

- Adoro. Tão sensual! Muito bem escolhido. Ficas deliciosamente sedutora.

- Apenas com um lenço chegou para tanto? - Curiosa

- Sim. Um lenço sobre uma pessoa encantadora. Faz mesmo muito.

- E o que farias com este lenço? - Provocando acutilante, como fazia nas nossas conversas online.

- Acho que não resistia a pôr-te na cabeça. - Sem querer me esticar

- E depois? - Mantendo a provocação

- Depois era capaz de te por sobre os olhos. 

- E depois? - Sem me deixar fugir

- Fazia-te uma massagem.

- Onde?

- Nos pés - Contendo-me por temer ceder à vontade e ir longe demais.

- Nos pés!? Por essa não esperava. - Rindo-se da minha timidez.

- Sim, nos pés. Onde começam os dedos e acaba no pescoço. - Para não ficar aquém da provocação.

- É um conceito invulgar de pés. Deve ser bom. - Subtilmente sorrindo.

 

A curta viagem terminara e saímos do UBER junto ao seu hotel. Depois vou a pé para o meu.

- Estava a pensar ir ao ao meu hotel e tomar um banho. Daqui a uma hora e meia se nos encontrássemos aqui íamos comer alguma coisa. - Sugeri cheio de vontade de partilhar mais uns momentos com Maria.

- Estou cansada, mas vou ter de comer. Acho que sim. Fica combinado.

 

Ao fim da hora e meia, precisamente, já estava à sua espera à porta do seu hotel. 

Pouco depois chegou, mais encasacada, porque a noite em Bruxelas é fresca, e com o lenço no pescoço agora com duas voltas para ficar melhor resguardada.

- Vamos? - Convidei logo à sua chegada.

- Vamos sim. - Prontamente respondeu.

- Algum local em mente? - E não conheço bem a restauração daqui.

- Sim, tenho. Pode ser uma casinha de saladas que não é longe. Só queria algo leve.

- Acho muito boa ideia. Também não preciso mais que isso a esta hora. E estás muito gira. - Não resistir dizer.

- Obrigada. 

 

Sentados e servidos calmamente jantamos. 

- Então gostas desta forma? - Passando os dedos pelo lenço, procurando confirmação, sabendo perfeitamente que me provocava.

- Muito. Está tão bem posto. Ficas mesmo gira e sensual.

- Bigada... - Timidamente sorriu

- Andei a imaginar-te de lenço sempre que te escrevia. 

- E como foi? - Como sempre com alguma subtil marotice.

- Muito erótico. Foi libertador contar-te o meu segredo.

- Era intenso.

- Era, mesmo estando distantes.

- É muito bom estar aqui contigo após todo o tempo.

- Um dia havia de acontecer.

 

Não ficamos muito mais tempo e acompanhei-a ao hotel.

À chegada, não me apetecia despedir logo e tinha esperança de poder estar mais um pouco mas faltava a coragem de o dizer sem me ser intrusivo.

 

- E a massagem dos pés? - Sarcasticamente dando-me uma oportunidade.

- Quando quiseres. Tenho todo o gosto.

- Quero. Assim cansada até pode saber bem. 

- Acompanho-te? - Um pouco hesitante.

- Sim.

 

Calados subimos até seu quarto.

Lenta e cordialmente ajudo-a a tirar o pesado casaco e penduro juntamente com o meu.

Puxo uma cadeira para a frente da cama. Acompanho-a e sento-a de frente para a cadeira onde me sento eu.

Suavemente retiro as sua botas, uma de cada vez.

Olhando-me fixamente nos olhos, também para ver a minha reação, coloca a mão sobre o nó do seu lenço. Lentamente desata em jeito de provocação. Desfaz as voltas e puxa-o do pescoço para o seu colo.

 

- Então mostra-me o que fazes com o lenço…

- Como eu quiser?

- Sim, como quiseres.

 

Pego no lenço e, sem surpresas, tendo em conta o nosso passado, cuidadosamente vendei os seus olhos.

 

Sentei-me à frente e agarrei o seu pé esquerdo. Levemente massajei, dedo a dedo, comprimindo, torcendo e alongando. Com os polegares pressionei a sola, dos dedos ao calcanhar. Repliquei no pé direito.

- Vira-te para baixo e levanta os pés. - Carinhosamente solicitei.

- Tão bom - Suspirando.

- É só o princípio. 

 

Sem resposta rodou sobre a cama e levantou os pés.

Subi as sua calças até ao joelho expondo os seus gémeos. A partir do calcanhar pressionei-os repetidamente e alonguei-os. 

Ao perceber que as calças não permitiam chegar à coxa comentei baixinho com uma sugestão implícita:

- Não será fácil passar daqui.

 

Virou-se para cima e discretamente soltou o botão das calças, concedendo implícita autorização.

 

Com todo o cuidado desci as suas calças, expondo muito lentamente todas as suas pernas.

Coloquei a mão, com cuidado e precisão, sobre a barriga para que se deitasse. Pausadamente abri cada botão da blusa. Afasto a blusa deixando-a deitada, em todo o esplendor da sua lingerie, expectante, acariciando multiplamente o seu corpo com toda a leveza. Nenhuma área íntima fora tocada, apenas a pele exposta, aproveitando a sua maior sensibilidade por estar privada da visão.

 

Viro-a, mais uma vez, e percorro as coxas e costas com mão pesada. Faço com que todo o peso da viagem se dissipe. Subo e desço e num dos percursos "acidentalmente", mas com velado consentimento, desaperto seu soutien. Abrando até terminar a massagem. Gentilmente levanto-a à minha frente. Sobre os ombros, com a pontinha dos dedos afasto as alças do soutien até cair. Silenciosamente dou um passo atrás e retiro toda a minha roupa ficando apenas em boxers. Avanço e fecho um firme abraço para ficar pele com pele. É delicioso senti-la esmagada contra mim.

Encosto toda a minha rigidez na sua barriga confessando o meu estado de desejo.

Aos poucos encosto-a à cama até ficar sentada. Retiro as calcinhas que restam vestidas e sento-me por trás, de pernas afastadas a bem encostado nas suas costas.

As minhas mãos percorrem lentamente o interior das suas coxas e contornam seu peito. Aos poucos apertam o cerco à sua intimidade. Acariciando os mamilhos enrijecidos e relembro as nossas conversas online.

- Como é que te dizia nesta altura?

- Dizias que querias…

- O que queria. - Desejando que o dissesse com todas as palavras.

- Que me querias saborear.

 

Docemente deito-a na cama. Denunciando a minha intenção.

Coloco-me em frente e afasto suas pernas de forma que a sua intimidade fique totalmente exposta. Levanto seus braços para que fique mais submissa e mordisco seus mamilos. Adoro a textura.

Lentamente a língua desce até à barriga sem pausar. Mordisco agora o interior das suas coxas. Sinto o seu delicioso aroma enquanto se torce tentando desviar para si a minha boca. Com a pontinha da língua toco levemente no seu ponto mais sensível. Insisto diversas vezes. Sinto que se dilata insubordinadamente. Quero sentir a sua humidade, quero saborear o seu gosto a mulher.

Procuro o seu interior e a atrevida língua explora-o sem pudor. Entra, sai, roda. Saboreia cada gota da sua excitação e explora a sua profundidade. Um, duas, três ...muitas vezes. Contrações denunciam o seu descontrolo. Enquanto fica encharcada e indiscretamente ultrapassa o limiar do prazer.

Não me deixa continuar, não tem força para mais. Puxa-me para cima e abraça-me intensamente. 

Desato o lenço dos seu olhos suavemente.

Encosto à tangente os meus lábios nos seus.

- Podemos ficar por aqui, hoje? Estou tão cansada. - Quase pedindo desculpa por não poder retribuir.

- Claro que sim. Precisas descansar.

- Prometo que te recompenso.

 

Pouco depois vesti-me e, pronto para sair, beijo sua testa.

- Vem me buscar amanhã à mesma hora, - Pediu discretamente.

 

Cumprindo o estabelecido, no dia seguinte, lá estava na hora definida. Jantamos por perto. Na volta subimos juntos e, ao entrar no quarto, parou-me

 

- Espera cinco minutos. - Colocando o cartão do quarto no meu bolso. 

 

Desci à receção, com a imaginação a voar. Após os cinco minutos, contados ao segundo, aproximo o cartão do trinco. Aquele estalinho que destranca a fechadura soa claramente. Rapidamente entro e fecho a porta atrás de mim e deixo o casaco na cadeira.

Apenas a ténue luz, vinda da porta semiaberta da casa de banho, ilumina Maria, sentada na cama, de costas para a mim, no lado oposto, com uma única peça de roupa no corpo: o lenço na cabeça, dobrado em triangulo e atado atrás da nuca sob o seu cabelo.

Era uma deliciosa visão que me deixou logo a ferver.

Silenciosamente aproximei-me.

Vira-se para mim, serena e confiante. 

- Estás espetacular. - Não me consegui conter.

- Gostas? - Suavemente perguntou.

- Adoro. Estás perfeita.

- O lenço está bem posto? - Sabendo que ainda mais me provocava.

- Perfeito. Porque escolheste dessa forma? 

- Para o cabelo não atrapalhar. - Subtilmente deixando no ar uma perversa sugestão.

 

Aproximei-me ficando mesmo à sua frente. 

 - Não está equilibrado estares assim. - Insinuando que estaria demasiado vestido.

- Tens razão. Queres corrigir-me?

- Penso que é preciso.

 

Calmamente, disfrutando cada momento, retirou, peça a peça, deixando cair no chão até ficarmos no mesmo estado.

 

Levantou-se e muito bem encostada a mim prolongou um apertado abraço.

- Gostei tanto ontem. - Sussurrou ao meu ouvido.

- Que bom que gostaste. Não se esgotou.

- Mas, hoje quero ver-te.

- A fazer o que? - Muito intencionalmente piquei.

- A saborear-me… Mas antes eu. - Sentando-se lentamente na cama.

 

Dos pés à cabeça explorou, com os dedos, cada centímetro. Com atrevimento, não deixou de parte nenhuma zona, mesmo que fosse mais escondida. 

A sua boca percorre-me na mesma rota até se encontrar com a minha rija vontade envolvendo-me lentamente.

Aquela morna humidade dos seus atrevidos lábios levam-me à loucura. Recompensa-me, como prometido na véspera, dando sentido ao lenço que lhe prende o cabelo para não atrapalhar.

Com uma leve pressão sobre os ombros abrando-a carinhosamente.

Encosto-a na cama, preparando para "vingar-me" perversamente. Ao seu ouvido aviso, com a nossa secreta expressão: "Vou br... -te" 

Após voltas ao pescoço desço, a minha atrevida língua, até ao ponto mais sensível.

Como na véspera, delicio-me com o seu sabor a mulher, acaricio repetidamente o seu doce pontinho. Aos poucos aumento a intensidade criando pressão e depressão alternadamente.

Exploro tanto a periferia como a profundidade, controlando o seu estado para não perder totalmente o controlo.  Levo-a a ver as nuvens, saturadas de humidade, quase até a fazer chover. 

Deito-me sobre a cama, puxando-a sobre mim, fazendo dela cavaleira. A vista a partir de baixo é magnifica. De lenço no cabelo, tronco exposto, montada de frente para mim, com as pontas do lenço esvoaçando por causa do movimento e as mãos sobre o meu peito, encaixa-se muito lentamente. Primeiro a passo, disfrutando minuciosamente cada suave fricção, cada pressão, cada deslise, depois a trote, onde à vontade e o desejo se misturam com o ritmo de marcha, finalmente a galope onde o único objetivo é ultrapassar a fronteira do prazer e chegar ao pico.

Por mais que tentássemos prolongar o que prolongado já era, entramos em ebulição desmedida.  

 A sua missão em Bruxelas acabaria amanhã e o seu voo de volta, logo de seguida ao seu trabalho. Não a veria mais nesta cidade, mas abria portas para outros encontros.


QT


 



 







 








 
 








 

















 



 






















 



  










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