Há algum tempo que não teclava com Maria, minha virtual amiga de outra história.
Pelo que sei tem estado
muito atarefada no seu trabalho. Sai frequentemente do país. Faz parte da sua
profissão. Procurei-a online hoje porque tenho voo marcado para Bruxelas e sei
que é o destino frequente no ofício de Maria.
É uma sensação invulgar
saber que existe sem nunca ter falado pessoalmente. A minha curiosidade é
imensa. E a minha vontade maior. Pelo mistério, pela sua sensualidade, mas,
principalmente, pela sua simpatia e gentileza.
Aconteceu, sem planear, a
necessidade de ir a Bruxelas. Uma formação, que nem sequer fazia parte do
planeamento anual, mas que me indicaram para presenciar.
Lembrei-me logo de
Maria.
Ansioso por lhe contar e
com uma longínqua esperança de uma oportuna coincidência.
Tentei falar com ela, à noite, mas não tive sorte. Não estava online e era a única forma que
tínhamos de comunicar.
Após ler algumas notícias,
prestes a desligar, um som indica a presença de mensagem.
- Olá, que fazes aqui tão
tarde? - Perguntou logo de início.
- Olá. Que bom que te
encontro. - Devolvi animado.
- Então? O que se passa?
- Curiosa por perceber a minha reacção.
- Uma novidade e uma
questão.
- Conta-me tudo. - Ainda
mais curiosa.
- Tenho um voo para
Bruxelas no próximo domingo.
- Sério? A que pretexto?
Vais de férias?
- Nada disso. Formação
extraordinária.
- Isso é bom.
- Foi imprevista. E tu? -
Inquiri de seguida.
- Eu?! Como assim?
- Sim tu. Tens trabalho
em Bruxelas nessa altura?
- Até tenho.
- E quando vais? -
Insisti quase intrusivo.
- Domingo também. -
Respondeu hesitante.
- Que maravilha. O meu
voo é TP644 às 14:20. E o teu? - Novamente inquiri demasiado direto.
- Vou ver. - Levando
bastante tempo até ter resposta.
- Já sabes? - Com
dificuldade em esconder a ansiedade.
- Já sei. - Brevemente
respondeu.
- Então? A que horas?
- ...o mesmo! - Após nova
espera.
Apercebi-me que causara
algum constrangimento. O facto é que ainda não nos conhecemos ao vivo, nem
nunca nos vimos em videochamada, nem temos contactos para além do email e
arrisquei deixá-la desconfortável com esta possível aproximação súbita, ao
partilharmos o mesmo voo.
- Perdoa-me se fui
demasiado intrusivo. - Não querendo provocar mais estragos.
- Não há mal. Apenas não
estava à espera.
- Não te preocupes. Se
não nos encontrarmos não fico desiludido.
- Obrigada.
- Posso partilhar algo
que me passou pela cabeça?
- Claro.
- Algo do género: se a
dado momento quiseres que te possa identificar sabes que fazer.
- Um lenço. - Rapidamente
percebeu a sugestão.
- Assim viajas incógnita
se preferires.
- Pode ser. Mas se
decidir não te digo se uso. - Provocadora deixou no ar.
- É justo.
Perverso, muito perverso, mas justo. - E deixou-me, de imediato, com borboletas
na barriga.
- Logo se vê o que
acontece. - Insiste em provocar
- Já fiquei curioso.
- Eu sei.
Não faltavam muitos dias
para o voo. Era no final desta semana. E, entretanto, não nos encontramos
virtualmente.
Chego a domingo e
levanto-me da cama, após uma noite intermitente, num rodopio de questões e
ansiedade:
Se Maria, de facto, viria
de lenço?
Se, mesmo assim, a
conseguia identificar?
Se, durante esse voo, com
cerca de 200 pessoas e estimadas 100 mulheres, ficaria o meu radar ligado
verificando cada uma delas?
Se nos encontrássemos o
que sucederia em seguida?
Depois de almoçar e de
arrumar o trólei, era hora de ir para o aeroporto.
À entrada não consigo
deixar de pensar onde e como estará Maria.
Não sei se era da
atenção, mas aparentava que hoje havia um maior número de mulheres a usar
provocadores lenços. Tentar detetar discretamente não era nada fácil. Tentar
desligar ainda mais complicado.
Até à sala de embarque,
passaram alguns lenços no pescoço e, em menor número, em fita no cabelo, atados
na mala, na cabeça, à pirata ou em triangulo à camponesa. Vários foram identificados,
mas nunca a portadora.
Agora sentado e só com as
passageiras deste voo, no meu radar, o mistério era mais limitado, ainda assim,
não era nada fácil. Tento excluir quem não corresponderia à imaginária imagem
que tenho de Maria e faixa etária. Só consigo eliminar as adolescentes e as
idosas. Mais tarde reparo que é possível eliminar as que identifico serem
estrangeiras.
Já reduzi o número a
duas. O meu problema é como saber caso, efetivamente, não se importe de me
encontrar ao vivo.
Sempre consegui observar
com total discrição mas, mesmo assim, tenho todos os cuidados em faze-lo sem
provocar nenhum constrangimento.
Sem ter sucesso na
resolução deste perverso mistério entro no avião.
Sentado a apertar o cinto
reparo que, quatro filas à frente, está a ser colocado um trólei de viagem
no compartimento superior, escapando uma ponta azul de um lenço atado na pega.
Só podia ser Maria, mas a incerteza impede-me de perguntar para não causar
algum desconforto a uma pessoa que pode ser totalmente estanha.
Não consigo desviar a
atenção. Momentaneamente virou-se, sem que eu perceba se fora descoberto.
Após se apagar o
indicador dos cintos não consegui resistir a me dirigir à frente do avião para,
ao voltar, passar subtilmente por perto.
Tentei, o mais
discretamente possível, olhar incógnito, mas, com um olhar pelo canto do
olho e um ténue sorriso fui detetado sem esforço.
À saída do avião, ainda
no corredor da manga, agora com o lenço casualmente atado no pescoço,
permitia-me certificar que era mesmo ela.
- Olá. - Cumprimentei
algo atrapalhado.
- Olá - Respondeu sem
hesitar.
- Finalmente. - Ainda com
falta de palavras para esta invulgar situação.
- Gostas? - Passando os
dedos pela ponta do lenço.
- Muito. Gosto muito. De
tudo - Completamente derretido com a charmosa provocação.
- Tudo mesmo? -
Procurando confirmação
- De tudo mesmo. - Direto,
mas sem quer dar graxa.
- Obrigada. - De aberto
sorriso. Deixando-me mais à-vontade.
- Em que zona é o teu
hotel?
- Não é longe do centro.
E o teu?
- Creio ser por aí.
Após verificarmos que os
hotéis não eram longe um do outro, entendemos partilhar um UBER. O
motorista era de longe, permitindo-nos falar sem reservas.
Em pouco tempo a
hesitação inicial dissipava-se e sentia que havia alguma química, transportada
das nossas conversas online. A gentil presença de Maria rapidamente facilitava
o desbloqueamento das reservas iniciais.
- Como me detetaste? Fui
demasiado óbvio? - Ligeiramente preocupado com o atrevimento.
- Podes ficar descansado
que se eu não soubesse nunca te teria detetado.
- E eu nunca me teria
levantado. Ainda bem que não te assustei.
- Nada. Pareces
simpático.
- Obrigado. Espero não
desiludir.
- Então gostaste mesmo do
lenço que trago? Escolhi bem?
- Adoro. Tão sensual!
Muito bem escolhido. Ficas deliciosamente sedutora.
- Apenas com um lenço
chegou para tanto? - Curiosa
- Sim. Um lenço sobre uma
pessoa encantadora. Faz mesmo muito.
- E o que farias com este
lenço? - Provocando acutilante, como fazia nas nossas conversas online.
- Acho que não resistia a
pôr-te na cabeça. - Sem querer me esticar
- E depois? - Mantendo a
provocação
- Depois era capaz de te
por sobre os olhos.
- E depois? - Sem me
deixar fugir
- Fazia-te uma massagem.
- Onde?
- Nos pés - Contendo-me
por temer ceder à vontade e ir longe demais.
- Nos pés!? Por essa não
esperava. - Rindo-se da minha timidez.
- Sim, nos pés. Onde
começam os dedos e acaba no pescoço. - Para não ficar aquém da provocação.
- É um conceito invulgar
de pés. Deve ser bom. - Subtilmente sorrindo.
A curta viagem terminara
e saímos do UBER junto ao seu hotel. Depois vou a pé para o meu.
- Estava a pensar ir ao
ao meu hotel e tomar um banho. Daqui a uma hora e meia se nos encontrássemos
aqui íamos comer alguma coisa. - Sugeri cheio de vontade de partilhar mais uns
momentos com Maria.
- Estou cansada, mas vou
ter de comer. Acho que sim. Fica combinado.
Ao fim da hora e meia,
precisamente, já estava à sua espera à porta do seu hotel.
Pouco depois chegou, mais
encasacada, porque a noite em Bruxelas é fresca, e com o lenço no pescoço agora
com duas voltas para ficar melhor resguardada.
- Vamos? - Convidei logo
à sua chegada.
- Vamos sim. -
Prontamente respondeu.
- Algum local em mente? -
E não conheço bem a restauração daqui.
- Sim, tenho. Pode ser uma
casinha de saladas que não é longe. Só queria algo leve.
- Acho muito boa ideia.
Também não preciso mais que isso a esta hora. E estás muito gira. - Não
resistir dizer.
- Obrigada.
Sentados e servidos
calmamente jantamos.
- Então gostas desta
forma? - Passando os dedos pelo lenço, procurando confirmação, sabendo
perfeitamente que me provocava.
- Muito. Está tão bem
posto. Ficas mesmo gira e sensual.
- Bigada... - Timidamente
sorriu
- Andei a imaginar-te de
lenço sempre que te escrevia.
- E como foi? - Como
sempre com alguma subtil marotice.
- Muito erótico. Foi
libertador contar-te o meu segredo.
- Era intenso.
- Era, mesmo estando
distantes.
- É muito bom estar aqui
contigo após todo o tempo.
- Um dia havia de
acontecer.
Não ficamos muito mais
tempo e acompanhei-a ao hotel.
À chegada, não me
apetecia despedir logo e tinha esperança de poder estar mais um pouco mas
faltava a coragem de o dizer sem me ser intrusivo.
- E a massagem dos pés? -
Sarcasticamente dando-me uma oportunidade.
- Quando quiseres. Tenho
todo o gosto.
- Quero. Assim cansada
até pode saber bem.
- Acompanho-te? - Um
pouco hesitante.
- Sim.
Calados subimos até seu
quarto.
Lenta e cordialmente
ajudo-a a tirar o pesado casaco e penduro juntamente com o meu.
Puxo uma cadeira para a
frente da cama. Acompanho-a e sento-a de frente para a cadeira onde me sento
eu.
Suavemente retiro as sua
botas, uma de cada vez.
Olhando-me fixamente nos
olhos, também para ver a minha reação, coloca a mão sobre o nó do seu lenço.
Lentamente desata em jeito de provocação. Desfaz as voltas e puxa-o do pescoço
para o seu colo.
- Então mostra-me o que
fazes com o lenço…
- Como eu quiser?
- Sim, como quiseres.
Pego no lenço e, sem
surpresas, tendo em conta o nosso passado, cuidadosamente vendei os seus olhos.
Sentei-me à frente e
agarrei o seu pé esquerdo. Levemente massajei, dedo a dedo, comprimindo,
torcendo e alongando. Com os polegares pressionei a sola, dos dedos ao
calcanhar. Repliquei no pé direito.
- Vira-te para baixo e
levanta os pés. - Carinhosamente solicitei.
- Tão bom - Suspirando.
- É só o princípio.
Sem resposta rodou sobre
a cama e levantou os pés.
Subi as sua calças até ao
joelho expondo os seus gémeos. A partir do calcanhar pressionei-os
repetidamente e alonguei-os.
Ao perceber que as calças
não permitiam chegar à coxa comentei baixinho com uma sugestão implícita:
- Não será fácil passar
daqui.
Virou-se para
cima e discretamente soltou o botão das calças, concedendo implícita
autorização.
Com todo o cuidado desci
as suas calças, expondo muito lentamente todas as suas pernas.
Coloquei a mão, com
cuidado e precisão, sobre a barriga para que se deitasse. Pausadamente abri
cada botão da blusa. Afasto a blusa deixando-a deitada, em todo o
esplendor da sua lingerie, expectante, acariciando multiplamente o seu
corpo com toda a leveza. Nenhuma área íntima fora tocada, apenas a pele
exposta, aproveitando a sua maior sensibilidade por estar privada da visão.
Viro-a, mais uma vez, e
percorro as coxas e costas com mão pesada. Faço com que todo o peso da viagem
se dissipe. Subo e desço e num dos percursos "acidentalmente", mas
com velado consentimento, desaperto seu soutien. Abrando até terminar a massagem. Gentilmente levanto-a à minha frente. Sobre os ombros, com a pontinha dos dedos afasto as alças do soutien
até cair. Silenciosamente dou um passo atrás e retiro toda a minha roupa
ficando apenas em boxers. Avanço e fecho um firme abraço para ficar pele com
pele. É delicioso senti-la esmagada contra mim.
Encosto toda a minha
rigidez na sua barriga confessando o meu estado de desejo.
Aos poucos encosto-a à
cama até ficar sentada. Retiro as calcinhas que restam vestidas e sento-me por
trás, de pernas afastadas a bem encostado nas suas costas.
As minhas mãos percorrem
lentamente o interior das suas coxas e contornam seu peito. Aos poucos apertam
o cerco à sua intimidade. Acariciando os mamilhos enrijecidos e relembro as
nossas conversas online.
- Como é que te dizia
nesta altura?
- Dizias que querias…
- O que queria. -
Desejando que o dissesse com todas as palavras.
- Que me querias
saborear.
Docemente deito-a na
cama. Denunciando a minha intenção.
Coloco-me em frente e
afasto suas pernas de forma que a sua intimidade fique totalmente exposta.
Levanto seus braços para que fique mais submissa e mordisco seus mamilos. Adoro
a textura.
Lentamente a língua desce
até à barriga sem pausar. Mordisco agora o interior das suas coxas. Sinto o seu
delicioso aroma enquanto se torce tentando desviar para si a minha boca. Com a
pontinha da língua toco levemente no seu ponto mais sensível. Insisto diversas
vezes. Sinto que se dilata insubordinadamente. Quero sentir a sua humidade,
quero saborear o seu gosto a mulher.
Procuro o seu interior e
a atrevida língua explora-o sem pudor. Entra, sai, roda. Saboreia cada
gota da sua excitação e explora a sua profundidade. Um, duas, três ...muitas
vezes. Contrações denunciam o seu descontrolo. Enquanto fica encharcada e indiscretamente
ultrapassa o limiar do prazer.
Não me deixa continuar,
não tem força para mais. Puxa-me para cima e abraça-me intensamente.
Desato o lenço dos seu
olhos suavemente.
Encosto à tangente os
meus lábios nos seus.
- Podemos ficar por aqui,
hoje? Estou tão cansada. - Quase pedindo desculpa por não poder retribuir.
- Claro que sim. Precisas
descansar.
- Prometo que te
recompenso.
Pouco depois vesti-me e,
pronto para sair, beijo sua testa.
- Vem me buscar amanhã à
mesma hora, - Pediu discretamente.
Cumprindo o estabelecido,
no dia seguinte, lá estava na hora definida. Jantamos por perto. Na volta
subimos juntos e, ao entrar no quarto, parou-me
- Espera cinco minutos. -
Colocando o cartão do quarto no meu bolso.
Desci à receção, com a
imaginação a voar. Após os cinco minutos, contados ao segundo, aproximo o
cartão do trinco. Aquele estalinho que destranca a fechadura soa claramente.
Rapidamente entro e fecho a porta atrás de mim e deixo o casaco na cadeira.
Apenas a ténue luz, vinda
da porta semiaberta da casa de banho, ilumina Maria, sentada na cama, de costas
para a mim, no lado oposto, com uma única peça de roupa no corpo: o lenço na
cabeça, dobrado em triangulo e atado atrás da nuca sob o seu cabelo.
Era uma deliciosa visão
que me deixou logo a ferver.
Silenciosamente
aproximei-me.
Vira-se para mim, serena
e confiante.
- Estás espetacular. -
Não me consegui conter.
- Gostas? - Suavemente
perguntou.
- Adoro. Estás perfeita.
- O lenço está bem posto?
- Sabendo que ainda mais me provocava.
- Perfeito. Porque
escolheste dessa forma?
- Para o cabelo não
atrapalhar. - Subtilmente deixando no ar uma perversa sugestão.
Aproximei-me ficando mesmo à sua frente.
- Tens razão. Queres
corrigir-me?
- Penso que é preciso.
Calmamente, disfrutando
cada momento, retirou, peça a peça, deixando cair no chão até ficarmos no mesmo
estado.
Levantou-se e muito bem
encostada a mim prolongou um apertado abraço.
- Gostei tanto ontem. -
Sussurrou ao meu ouvido.
- Que bom que gostaste.
Não se esgotou.
- Mas, hoje quero ver-te.
- A fazer o que? - Muito
intencionalmente piquei.
- A saborear-me… Mas
antes eu. - Sentando-se lentamente na cama.
Dos pés à cabeça
explorou, com os dedos, cada centímetro. Com atrevimento, não deixou de parte
nenhuma zona, mesmo que fosse mais escondida.
A sua boca percorre-me na
mesma rota até se encontrar com a minha rija vontade envolvendo-me lentamente.
Aquela morna humidade dos
seus atrevidos lábios levam-me à loucura. Recompensa-me, como prometido na
véspera, dando sentido ao lenço que lhe prende o cabelo para não atrapalhar.
Com uma leve pressão
sobre os ombros abrando-a carinhosamente.
Encosto-a na cama,
preparando para "vingar-me" perversamente. Ao seu ouvido aviso, com a
nossa secreta expressão: "Vou br... -te"
Após voltas ao pescoço
desço, a minha atrevida língua, até ao ponto mais sensível.
Como na véspera,
delicio-me com o seu sabor a mulher, acaricio repetidamente o seu doce
pontinho. Aos poucos aumento a intensidade criando pressão e depressão
alternadamente.
Exploro tanto a periferia
como a profundidade, controlando o seu estado para não perder totalmente o
controlo. Levo-a a ver as nuvens, saturadas de humidade, quase até a
fazer chover.
Deito-me sobre a cama, puxando-a sobre mim, fazendo dela cavaleira. A vista a partir de baixo é
magnifica. De lenço no cabelo, tronco exposto, montada de frente para mim, com
as pontas do lenço esvoaçando por causa do movimento e as mãos sobre o meu
peito, encaixa-se muito lentamente. Primeiro a passo, disfrutando
minuciosamente cada suave fricção, cada pressão, cada deslise, depois a
trote, onde à vontade e o desejo se misturam com o ritmo de marcha,
finalmente a galope onde o único objetivo é ultrapassar a fronteira do
prazer e chegar ao pico.
Por mais que tentássemos
prolongar o que prolongado já era, entramos em ebulição desmedida.

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